Hino Nacional Brasileiro

Brasil · Hino

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O Hino Nacional brasileiro foi composto por Francisco Manoel da Silva em abril de 1831, por ocasião da abdicação de Dom Pedro I, primeiro imperador do Brasil, e era executado em eventos com a presença da família real. C…

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O Hino Nacional brasileiro foi composto por Francisco Manoel da Silva em abril de 1831, por ocasião da abdicação de Dom Pedro I, primeiro imperador do Brasil, e era executado em eventos com a presença da família real. Carecia, inicialmente, de letra, entoando-se com sucessivas adaptações no metro e ritmo da melodia.

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Para acompanhar

Letra do hino

Poema: Joaquim Osório Duque Estrada Música: Francisco Manoel da Silva Ouviram do Ipiranga às margens plácidas De um povo heróico o brado retumbante, E o sol da Liberdade, em raios fúlgidos, Brilhou no céu da Pátria nesse instante. Se o penhor dessa igualdade Conseguimos conquistar com braço forte, Em teu seio, ó Liberdade, Desafía o nosso peito a própria morte! Ó Pátria amada, Idolatrada, Salve! Salve! Brasil, um sonho intenso, um raio vívido De amor e de esperança à terra desce, Se em teu formoso céu, risonho e límpido, A imagem do Cruzeiro resplandece. Gigante pela própria natureza, És belo, és forte, impávido colosso, E o teu futuro espelha essa grandeza. Terra adorada, Entre outras mil, És tu, Brasil Ó Pátria amada! Dos filhos deste solo és mãe gentil, Pátria amada! Brasil! II Deitado eternamente em berço esplêndido, Ao som do mar e à luz do céu profundo, Fulguras, ó Brasil, florão da América Iluminado ao sol do Novo Mundo! Do que a Terra mais garrida Teus risonhos, lindos campos têm mais flores; “Nossos bosques têm mais vida”, “Nossa vida” no teu seio “mais amores”. Ó Pátria amada, Idolatrada, Salve, Salve! Brasil, de amor eterno seja símbolo O lábaro que ostentas estrelado, E diga o verde-louro desta flâmula -Paz no futuro e glória no passado. Mas, se ergues da justiça a clava forte, Verás que um filho teu não foge à luta, Nem teme, quem te adora, a própria morte. Terra adorada Entre outras mil, És tu, Brasil, O Pátria amada! Dos filhos deste solo és mãe gentil, Pátria amada, Brasil!
Memória e identidade

História e significado

Uma vez proclamada a República, convocou-se concurso para substituir esse Hino por outro, próprio para a nova organização política. No entanto, o apego popular à melodia do velho hino não deixou alternativa à sua manutenção.

No dia 20 de janeiro de 1890 a partitura de Francisco Manoel da Silva foi declarada Hino Oficial, ainda sem letra. Mais tarde, os versos de Osório Duque Estrada, por serem os que melhor se adaptavam ao ritmo da música, foram oficializados pelo Decreto No. 15.661 de 6 de setembro de 1922.

Francisco Manoel da Silva nasceu no dia 21 de fevereiro de 1795, no Rio de Janeiro. Foi violoncelista e violinista, havendo pertencido à Orquestra de Câmara Real. Em 1831 compôs o Hino e, em 1833, fundou a Sociedade de Beneficência Musical; em 1841 foi nomeado mestre-compositor da Câmara Imperial. Graças a suas gestões foi criado o Conservatório de Música por Decreto de 27 de novembro de 1841. Posteriormente, foi mestre da Capela Imperial e veio a falecer em 18 de dezembro de 1865.

Osório Duque Estrada nasceu em Vassouras (Estado de Rio de Janeiro) no dia 29 de abril de 1870. Formado em Letras, foi professor, jornalista e membro da Academia Brasileira de Letras e, deixou grande produção poética. Morreu em 6 de fevereiro de 1927.

Acervo de referência: SEMED Pastos Bons (abre em nova aba)

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Salve, lindo pendão da esperança, Salve, símbolo augusto da paz! Tua nobre presença à lembrança A grandeza da Pátria nos traz. Recebe o afeto que se encerra Em nosso peito juvenil, Querido símbolo da terra, Da amada terra do Brasil! Em teu seio formoso retratas Este céu de puríssimo azul, A verdura sem par destas matas, E o esplendor do Cruzeiro do Sul. Recebe o afeto que se encerra Em nosso peito juvenil, Querido símbolo da terra, Da amada terra do Brasil! Contemplando o teu vulto sagrado, Compreendemos o nosso dever; E o Brasil, por seus filhos amado, Poderoso e feliz há de ser. Recebe o afeto que se encerra Em nosso peito juvenil, Querido símbolo da terra, Da amada terra do Brasil! Sobre a imensa Nação Brasileira, Nos momentos de festa ou de dor, Paira sempre, sagrada bandeira, Pavilhão da Justiça e do Amor! Recebe o afeto que se encerra Em nosso peito juvenil, Querido símbolo da terra, Da amada terra do Brasil! Data: 1906 Letra: Olavo Bilac Música: Francisco Braga
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